terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

oração de um cão vadio

qual perdido cão pelas vielas de outrora
vagava o vagabundo rumo aurora
sem saber do relógio os ponteiros
e das ruas as placas, os sinaleiros,

rogava ao destino em prece sonora:
“que as horas não tenham sessenta minutos
o dia não se dissolva meio ao tempo
os ponteiros sejam meros enfeites

que a semana seja despida de segunda-feira
e todos os dias sejam domingo
que as coisas sejam secundarias a vida,
pois é dela que se fazem as coisas
e que a aurora não seja a de sempre, mas a de agora

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